Mindscape Collective is now The Consciousness Library. Same library, new name. You may need to sign in again. About the change
Skip to content

MEDITAÇÃO NA ESCOLA: TENSÕES ENTRE COLONIALIDADE E APROPRIAÇÃO CULTURAL

Marina Fazzio Simão, Tânia Maria Rechia Schroeder

Revista de Geopolítica June 15, 2026 DOI: 10.56238/revgeov17n6-072 (opens in new tab) via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

The expansion of meditation programs in schools has been supported by a growing body of scientific evidence, but this evidence remains concentrated in the Global North and disconnected from the sociocultural conditions of the contexts where it is applied. This article analyzes how the implementation of mindfulness in schools expresses and reproduces the coloniality of knowledge, identifying three mechanisms: the linguistic hegemony of the term 'mindfulness' and its resistance to localized translation; secularization as an epistemic stripping of original Buddhist and Hindu traditions; and the geographic and disciplinary concentration of scientific production and its universalizing application.

Study at a glance

Characteristics Theoretical or philosophical paper with systematic review and qualitative analysis Peer reviewed
Sample size 20
Population School contexts (studies selected for systematic review)
Keywords Perspective graphical Qualitative research Attributive Field mathematics Psychology
Key finding Argues that mindfulness in schools, when decontextualized from its philosophical roots and co-opted by market logic, can operate as a technology of governmentality, adjusting behavior to institutional norms without questioning the structural conditions producing the suffering it aims to alleviate.

Abstract

A expansão de programas de meditação em contextos escolares tem sido sustentada por um corpus crescente de evidências científicas, cuja produção permanece concentrada no Norte Global e desvinculada das condições socioculturais dos contextos que os recebem. Este artigo analisa como a implementação da atenção plena nas escolas expressa e reproduz a colonialidade do saber, identificando três mecanismos articulados: a hegemonia linguística do termo mindfulness e sua resistência à tradução localizada; a secularização como despojamento epistêmico das tradições budistas e hinduístas de origem; e a concentração geográfica e disciplinar da produção científica e sua aplicação universalizante. O estudo fundamenta-se nos resultados de uma tese de doutorado que combinou revisão de literatura, revisão sistemática com 20 estudos selecionados a partir de 288 registros, análise categorial qualitativa e análise interpretativa, orientadas pelo referencial decolonial e pelos conceitos foucaultianos de biopoder e governamentalidade. A revisão sistemática revelou que todos os periódicos do corpus são provenientes do Norte Global, que raça e etnia estão ausentes dos modelos analíticos da maioria dos estudos, e que efeitos adversos não foram registrados em nenhum dos 20 artigos. A análise crítica evidenciou que a atenção plena, ao ser descontextualizada de suas matrizes filosóficas e cooptada pela lógica de mercado, pode operar como tecnologia de governamentalidade, ajustando comportamentos às normas institucionais sem interrogar as condições estruturais que produzem o sofrimento que pretende aliviar. Propõe-se que uma incorporação não colonial da prática nas escolas exige o reconhecimento de epistemologias locais como centrais, a garantia do protagonismo de agentes culturais nos processos de decisão e a adoção da interculturalidade crítica como princípio pedagógico estruturante, e não como recurso decorativo.

Comments

No comments yet.

Log in to comment