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Os outros da festa: um sobrevoo por festivais yawanawa e huni kuin

Aline Ferreira Oliveira

Horizontes Antropológicos August 1, 2018 DOI: 10.1590/s0104-71832018000200007 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Keywords Gender studies
Citations 7
Key points Argues that festivals and ayahuasca are central to inventive cultural processes among the Yawanawa and Huni Kuin, producing new arrangements through multidirectional translations between indigenous and nawa worlds.

Abstract

Resumo Este artigo reflete sobre relações dos Yawanawa e dos Huni Kuin, povos de língua pano residentes no Acre, com os nawa (“brancos”), especialmente com religiões ayahuasqueiras e movimentos (neo)xamânicos. Atualmente, algumas aldeias yawanawa e huni kuin vêm promovendo festivais, como um modo de apresentar a cultura. Como bons anfitriões, recebem com beleza e entusiasmo os nawa (“brancos”) para fazer festa e sentir a força da floresta. Analisaremos como certos modos expressivos emergem destes encontros e sobre o que são capazes de produzir em termos de novos arranjos. Consideraremos a centralidade das festas e da ayahuasca em processos inventivos da cultura, evidenciando traduções de mundos diversos, por meio de fluxos multidirecionais de entendimentos, categorias e práticas festivas e xamânicas. Acompanharemos os caminhos de usos e transformações do chá, aqui designado pelo nome local “cipó” – em suas multiplicidades ontológicas enquanto daime, uni ou nixi pae – a partir da diversidade de relações que indígenas yawanawa e huni kuin estabelecem com religiões ayahuasqueiras, especialmente com o Santo Daime.