Cantos xamânicos Huni Kuin: cerimônias de ayahuasca, cosmologias e pontes entre mundos
Revista Vórtex June 9, 2025 DOI: 10.33871/vortex.2025.13.8946 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Qualitative study Peer reviewed |
|---|---|
| Population | Huni Kuin/Kaxinawá people (Acre) |
| Topics | Ayahuasca |
| Citations | 1 |
| Key findings | Huni meka chants are intrinsically linked to Huni Kuin cosmology and are distributed across three ceremony phases: pae txanima, dautibuya, and kayatibu. |
Abstract
Esta pesquisa aborda os cantos xamânicos tradicionais da etnia Huni Kuin/Kaxinawá (Acre) entoados nas cerimônias de ayahuasca (nixi pae) e presenciados pelo autor em espaços de vivências multiétnicas. Busca-se compreender a organização, as funções e características de tais cantos, denominados huni meka, nesses rituais indígenas. Concomitantemente, investiga-se de que forma a cosmologia e a cosmogonia desse povo originário podem ser representadas nessas expressões sonoras, conectando universos sonoros e imagéticos, visíveis e invisíveis, indígenas e brancos (nawa). Como metodologia da pesquisa, foram realizados levantamentos bibliográficos, pesquisas em plataformas virtuais de streaming, diálogos com interlocutores e etnografia em campo. Como conclusões, é possível afirmar que os huni meka possuem relações intrínsecas e indissociáveis da cosmologia Huni Kuin, e são distribuídos em três momentos da cerimônia: pae txanima, de abertura do rito para chamar a “força”; dautibuya, para trazer a “miração”; kayatibu, para diminuir a “força” e encerrar a cerimônia.