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“O meu avo deu a ayahuasca para o Mestre Irineu”: reflexoes sobre a entrada dos indios no circuito urbano de consumo de ayahuasca no Brasil

Beatriz Caiuby Labate, Tiago Coutinho

Revista de Antropologia December 19, 2014 DOI: 10.11606/2179-0892.ra.2014.89113 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Topics Ayahuasca
Keywords Acre
Citations 20
Key points Argues that the entry of Indigenous peoples into the urban ayahuasca circuit and the participation of non-Indigenous people in ceremonies in Acre villages are reconfiguring the Brazilian ayahuasca religious field.

Abstract

Este artigo faz uma reflexão sobre a entrada dos índios no circuito urbano da ayahuasca. Descrevemos o processo de contato de diferentes populações indígenas, tais como os Kaxinawa, Guarani, Apurinã, Kuntanawa e Yawanawa com as religiões ayahuasqueiras e os neoayahuasqueiros. Observamos a reivindicação de alguns destes grupos de que teriam sido os responsáveis por introduzir a ayahuasca ao Mestre Irineu, o fundador do Santo Daime. Contemplamos a penetração do discurso de alguns destes atores no debate público, tentando entender sua reinvindicação de participação indígena no processo de reconhecimento da ayahuasca como patrimônio cultural imaterial junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Analisamos em que medida a entrada dos índios neste circuito, ou a participação de não índios em cerimônias em aldeias no Acre, está reconfigurando o campo religioso ayahuasqueiro brasileiro.

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