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DA AUTOMAÇÃO À PRESENÇA: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA, MINDFULNESS E A COORDENAÇÃO DO CUIDADO NA FISIOTERAPIA INTENSIVA

Rafaela Silva de Oliveira Mendes, William Corrêa Mendes

Revista Contemporânea September 22, 2026 DOI: 10.56083/rcv6n9-030 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Intervention Mindfulness
Topics Meditation
Key points Argues that generative AI transforms but does not replace the intensive care physiotherapist, that automation-freed time does not automatically become more human care, and that mindfulness is a trainable clinical competence that can convert that time into attentive presence, ethical judgment, and humanized leadership. The reviewed literature indicates fewer than 2% of AI studies in intensive care reached clinical integration, and large language models scored 16 to 25 percentage points below experienced clinicians in real diagnostic scenarios.

Abstract

A inteligência artificial generativa (IAG) está reconfigurando o ambiente das unidades de terapia intensiva (UTIs), embora a maioria de suas aplicações ainda permaneça distante da integração clínica plena. Nesse contexto, o fisioterapeuta intensivista enfrenta o desafio de adaptar-se a um ecossistema tecnológico em expansão sem perder as dimensões humanas insubstituíveis do cuidado crítico. Este estudo defende três proposições interdependentes: a IAG transforma, mas não substitui, o fisioterapeuta intensivista; o espaço liberado pela automação não se converte automaticamente em mais cuidado humano; e o mindfulness constitui uma competência clínica treinável capaz de qualificar esse espaço. Trata-se de um estudo conceitual de natureza ensaístico-teórica, fundamentado em revisão narrativa não sistemática da literatura, realizada nas bases Scopus e PubMed e complementada por busca manual em referências cruzadas, entre janeiro e junho de 2026. A literatura analisada indica que menos de 2% dos estudos sobre inteligência artificial em UTI alcançaram integração clínica e que grandes modelos de linguagem apresentaram desempenho entre 16 e 25 pontos percentuais inferior ao de clínicos experientes em cenários diagnósticos reais. Intervenções baseadas em mindfulness reduziram significativamente o burnout (diferença média padronizada = -1,28) e melhoraram a resiliência entre enfermeiros de UTI; em fisioterapeutas e outros profissionais de saúde aliados, também foram observadas reduções da exaustão emocional. Conclui-se que o mindfulness, compreendido não como técnica de bem-estar, mas como competência clínica, pode transformar o tempo e a atenção liberados pela IAG em presença atencional, julgamento ético e liderança humanizada. Quando desenvolvida pelo fisioterapeuta coordenador, essa competência pode estender-se à equipe multiprofissional e favorecer uma cultura atencional coletiva.

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