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Mindfulness e dor nos distúrbios osteomusculares: uma experiência com auxiliares e técnicos de enfermagem

Shirlene Aparecida Lopes

September 12, 2017 DOI: 10.11606/d.5.2017.tde-11092017-103310 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Open-label prospective trial with quantitative and qualitative analyses
Sample size 64
Population Female nursing assistants and technicians at a Brazilian public university hospital with musculoskeletal complaints for over six months
Dose 20 minutes of daily individual practice
Duration 8-week intervention, 12-week follow-up (total 20 weeks)
Measures QNSO, IDATE-T, BDI, EPCD, SELFCS, MAAS, WHOQOL-Bref
Topics Meditation
Citations 1
Key findings The adapted mindfulness program significantly reduced musculoskeletal symptoms, anxiety, depression, and pain catastrophizing, and increased self-compassion and overall, physical, and psychological quality of life from baseline to post-intervention, with effects maintained at three-month follow-up. No significant changes were found in mindfulness attention or social and environmental quality-of-life domains.

Abstract

\n Introdução: Fatores que levam a queixas musculoesqueléticas entre profissionais de enfermagem tem sido objeto de várias pesquisas científicas, apontando a necessidade de estratégias no ambiente de trabalho, que promovam saúde para minimizar este cenário emergente. Os programas baseadas em mindfulness - atenção plena - tem demonstrado resultados promissores em aspectos clínicos e não clínicos da saúde, inclusive no manejo da dor crônica. Objetivo: Avaliar a eficácia de um Programa Adaptado de Mindfulness (PAM) como estratégia complementar no manejo da dor crônica originada por distúrbios osteomusculares, em auxiliares e técnicos de enfermagem de um hospital universitário público brasileiro, bem como a implementação do programa por meio de uma gestão colaborativa e a inserção das práticas na rotina dos participantes. Método: Realizou-se um ensaio aberto, prospectivo, com análises quantitativa e qualitativa no ambiente de trabalho com 64 trabalhadoras mulheres, entre 25 e 68 anos, Média= 47, DP= 9,50. Todas as participantes apresentaram queixas musculoesqueléticas por mais de seis meses, participaram de ao menos cinco dos oito encontros presenciais, com uma hora de duração para cada sessão e se comprometeram a realizar tarefa diária de 20 minutos de prática individual. Um questionário sócio-demográfico foi aplicado no momento da inclusão do estudo. Para as medidas quantitativas do estudo foram aplicadas escalas de autorrelato que avaliam os níveis dos sintomas das queixas musculoesqueléticas (QNSO), ansiedade (IDATE -T), depressão (BDI), pensamentos catastróficos sobre a dor (EPCD), autocompaixão (SELFCS), atenção e consciência plenas (MAAS) e percepção da qualidade de vida (WHOQOL-Bref). Todas as variáveis foram avaliadas pelos testes ANOVA de medidas repetidas e Bonferroni com pré-follow up (T0), pós- intervenção - oito semanas (T1) e após três meses do término do programa - doze semanas de follow up (T2). Para a avaliação qualitativa foram produzidas notas descritivas e reflexivas a partir da observação participante nos setores estudados, bem como a análise temático-categorial de relatos (T1) e entrevistas semi-estruturadas (T2). Resultados: O PAM contribuiu na redução significativa (p<=0,05) dos sintomas osteomusculares, níveis de ansiedade, depressão e pensamentos catastróficos sobre a dor; aumento significativo nos níveis de autocompaixão e na percepção da qualidade de vida total, global e nos domínios físico e psicológico em (T0-T1). Não houve resultados estatisticamente significativos (p > 0,05) nos níveis de atenção e consciência plenas - MAAS e nos domínios relações sociais e meio ambiente - WHOQOL-Bref. As análises qualitativas dos relatos (T1) e entrevistas (T2) apontaram benefícios na dor e na qualidade de vida e um repensar sobre a necessidade do cuidar de si com estratégias, dentro da realidade subjetiva, para a inserção das práticas no cotidiano sugerindo a continuidade do PAM como ação factível e eficaz para a categoria estudada. Conclusão: Os resultados sugerem que o PAM contribuiu para a redução dos sintomas físicos e emocionais da dor e melhora da qualidade de vida do público estudado. Os escores desde a pós-intervenção (T1) se mantiveram, ao menos por 20 semanas (T2), indicando a eficácia do PAM como estratégia complementar para o manejo da dor e melhora da qualidade vida dos auxiliares e técnicos de enfermagem em ambiente hospitalar\n