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MINDFULNESS, SAÚDE MENTAL E ESPIRITUALIDADE BUDISTA

Isabel Cristina de Moura Carvalho, Giovanna Paccillo Dos Santos

Debates do NER March 11, 2023 DOI: 10.22456/1982-8136.127315 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Topics Meditation
Citations 1
Key points Argues that Mindfulness practices should be understood as part of secular "spirituality," grounded in immanent cosmologies rather than transcendent religions, and that they cultivate virtues for living in this world, involving the body, nature, and the reduction of everyday suffering.

Abstract

O artigo aqui apresentado busca compreender como se produzem os sentidos seculares, médicos e científicos do Mindfulness: uma prática associada, ao mesmo tempo, ao autocuidado e bem-estar no Ocidente, e à meditação budista, originária do Oriente. Vamos partir da ideia de que as práticas de Mindfulness fazem parte do que se tem denominado amplamente de “espiritualidade”, remetendo às cosmologias imanentes e seculares em oposição às religiões da transcendência. Nestas últimas, o sagrado é postulado como uma dimensão emanada de uma fonte externa a este mundo, que se alcança através de rituais mediadores, como, por exemplo, no cristianismo. Nas espiritualidades seculares, trata-se do cultivo de virtudes para viver neste mundo e encontrar nele sentidos que podem reencantar a existência. As espiritualidades seculares, de modo geral, envolvem todos os sentidos humanos, estão situadas num tempo-espaço vivido no presente, onde os sentidos do bem viver passam pelo corpo, pela natureza, e pela virtude de enfrentar, com o menor sofrimento, as contingências e as ansiedades do dia a dia.

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