Entre o Cérebro e o Sentido: Neurociência da Espiritualidade e Autoconhecimento nas Ciências Humanas
Rômulo Terminelis da Silva, Luana Flores de Oliveira
COGNITIONIS Scientific Journal March 5, 2026 DOI: 10.38087/2595.8801.799 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Integrative review Peer reviewed |
|---|---|
| Keywords | Field mathematics Context archaeology Perspective graphical Cyberculture |
| Key findings | Spirituality modulates neural dynamics in the default mode network, midline cortical structures, salience network, and executive control network, contributing to self-reference, attentional regulation, and social cognition. |
Abstract
Introdução: A interface entre espiritualidade e neurociência tem se consolidado como campo transdisciplinar capaz de iluminar processos de autoconsciência, autorreferência e produção de sentido, sem reduzir a experiência humana a localizações cerebrais isoladas. Objetivo: Analisar, por meio de revisão bibliográfica integrativa, como redes neurais associadas ao self e à cognição social sustentam experiências espirituais e contribuem para o autoconhecimento nas Ciências Humanas. Método: Realizou-se uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, analítico de revisão integrativa com síntese temática, tomando como “sujeitos” da pesquisa os teóricos e estudos empíricos selecionados (livros, revisões, meta-análises e ensaios). Resultados: Os achados convergem para o papel da Rede de Modo Padrão (DMN) e de estruturas corticais de linha média na autorreferência, bem como para a mediação de redes de saliência e controle executivo na regulação atencional e emocional em práticas contemplativas; evidências também indicam que a confiança e o vínculo (p.ex., na oração) mobilizam circuitos de cognição social e integração de valor. Conclusões: A espiritualidade pode ser compreendida como conjunto de práticas e experiências que modulam dinâmicas neurais relacionadas à narrativa interna e à consciência de si, oferecendo um vocabulário empírico para debates sobre subjetividade, ética e sentido nas Ciências Humanas, desde que preservada a distinção entre correlação neural e explicação fenomenológica.