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Sofrimento, edificação e esperança: uma análise modal

Róbson Ramos Dos Reis

Differenz January 1, 2026 DOI: 10.12795/diferenz.2026.i13.12 (opens in new tab) via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

This article investigates the ontological constitution necessary for transformational suffering, linking post-traumatic stress symptoms and post-traumatic growth with recent phenomenology of the experience of possibility. The central question asks how humans must be ontologically constituted for disruptive experiences to result in personal and epistemic growth. Drawing on Ratcliffe's phenomenology of horizon intentionality and Heidegger's modal ontology, the authors propose that existential suffering is fundamentally a loss of meaningful possibilities.

Study at a glance

Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Keywords Phenomenon Subject documents Relation database Order exchange Modal
Key finding Argues that existential suffering is fundamentally a loss of meaningful possibilities, and that the capacity for post-traumatic growth presupposes a dynamically constituted dimension of possibilities whose reconfiguration enables recovery and new self-meanings.

Abstract

O presente artigo investiga a constituição ontológica necessária para a ocorrência do sofrimento transformacional, articulando os fenômenos de sintomas de estresse pós-traumático e crescimento pós-traumático com a recente fenomenologia da experiência de possibilidades. A questão central interroga como o ser humano deve estar ontologicamente constituído para que experiências disruptivas possam resultar em edificação e mudanças pessoais e epistêmicas positivas. A partir da abordagem do sofrimento como um fenômeno multidimensional, o estudo utiliza a fenomenologia da intencionalidade de horizonte (Ratcliffe) e a ontologia modal (Heidegger) para propor que o sofrimento existencial é fundamentalmente uma perda de possibilidades significativas. O exame dessa perda tem como foco as mudanças modais implicadas na alteração no estilo afetivo de antecipação de atualizações que estrutura o horizonte de experiências de possibilidades. É abordado em particular a dinâmica da esperança pré-intencional (basal), compreendida como um sentimento existencial que sintoniza o pertencimento ao mundo. Conclui-se que a capacidade de sofrer e crescer pressupõe uma existência constituída por uma dimensão de possibilidades intrinsecamente dinâmica, onde a reconfiguração do horizonte universal permite a convalescença e a abertura de novos sentidos de si mesmo, mesmo em condições de liminalidade e de perdas estruturais.

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