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Sentimentos existenciais, pertencimento e confiança

Róbson Ramos Dos Reis

LA Referencia (Red Federada de Repositorios Institucionales de Publicaciones Científicas) December 1, 2024 DOI: 10.12957/ek.2023.78557 (opens in new tab) via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

The paper reconstructs key findings from the phenomenological analysis of existential feelings—bodily feelings that condition intentional experiences in a pre-reflective way, experienced as a sense of belonging and reality. Drawing on Mathew Ratcliffe's work, it argues that existential feelings form a diverse class of experiences of possibilities with a horizontal structure. The analysis examines the relationship between the sense of belonging and the experience of possibilities, revealing a link between belonging and trust, understood as a non-localized affective style of anticipating possibilities. A key result is the identification of a complex modal structuring of existential feelings, structured by a basic trust that is an affective way of being in a dimension of possibilities.

Study at a glance

Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Keywords Feeling Volunteer work Resentment Context archaeology Psychology
Key finding Proposes that existential feelings are structured by a basic trust that constitutes an affective mode of being in a dimension of possibilities, linking belonging and trust.

Abstract

A recente fenomenologia da afetividade tem se dedicado à elucidação de um campo específico de fenômenos afetivos que, a partir da contribuição seminal de Mathew Ratcliffe, é conhecido com o âmbito dos sentimentos existenciais. Sentimentos existenciais são sentimentos corporais que condicionam em geral as experiências intencionais. Tais sentimentos atuam de modo pré-reflexivo e são vivenciados como um senso de pertencimento e realidade. Além disso, os sentimentos existenciais são constituídos como uma classe diversificada de experiência de possibilidades, sendo dotados de uma estrutura horizontal. Situando-se neste contexto teórico, o presente artigo tem dois objetivos: reconstruir resultados básicos da análise fenomenológica dos sentimentos existenciais e explicitar uma linha de desenvolvimento concernente à relação entre senso de pertencimento e experiência de possibilidades. A análise da relação entre senso de pertencimento e estrutura horizontal da experiência evidenciará uma ligação entre pertencimento e confiança, que é entendida como um estilo afetivo e não localizado de antecipação de possibilidades. Um resultado relevante desta análise é a identificação da complexa estruturação modal dos sentimentos existenciais, na medida em que são estruturados por uma confiança básica que é um modo afetivo de estar numa dimensão de possibilidades.

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