Psilocibina como ferramenta terapêutica em transtornos depressivos em adultos: uma revisão sistemática das evidências e impactos
Bianca Gasparotto da Silva, Giovana Labegaline Araújo, Bruna Rafaela Prestes, Raphaela Vitoriano Berti, Diego Felipe Mendonça, Júlia Ayumi Funatsu de Souza, Rogerio Aparecido Minini Dos Santos
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences January 15, 2026 DOI: 10.36557/2674-8169.2026v8n1p452-464 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Systematic review Peer reviewed |
|---|---|
| Sample size | 10 |
| Population | Adults aged 18 years and older with depressive disorders, including treatment-resistant depression |
| Topics | Depression |
| Keywords | Adverse effect Randomized controlled trial Placebo Gynecology |
| Key findings | Psilocybin produces rapid and significant reductions in depressive symptoms with mild and transient adverse events, but more rigorous trials are needed. |
Abstract
Os transtornos depressivos representam uma das principais causas de incapacidade global, afetando de forma significativa o funcionamento emocional, social e ocupacional dos indivíduos. Apesar da ampla disponibilidade de antidepressivos convencionais, muitos pacientes apresentam resposta insuficiente ou efeitos adversos limitantes, especialmente aqueles com depressão resistente ao tratamento (TRD). Nesse contexto, a psilocibina tem emergido como uma alternativa terapêutica promissora, por demonstrar efeitos antidepressivos rápidos, robustos e potencialmente duradouros quando administrada em ambiente clínico controlado e associada a suporte psicológico. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências mais recentes sobre a eficácia, segurança e impacto clínico da psilocibina no tratamento de transtornos depressivos em adultos, comparando seus efeitos com placebo e terapias convencionais. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca realizada na base PubMed utilizando descritores MeSH relacionados a psilocibina, depressão e desfechos terapêuticos. Foram incluídos ensaios clínicos randomizado e estudos observacionais publicados entre 2015 e 2025, envolvendo adultos com 18 anos ou mais. Foram excluídos estudos com populações pediátricas ou geriátricas, pesquisas pré-clínicas, revisões narrativas, relatos de caso e trabalhos sem avaliação dos sintomas depressivos. A triagem foi realizada por dois revisores independentes na plataforma Rayyan, resultando em dez estudos incluídos. As evidências demonstram que a psilocibina produz reduções rápidas e significativas nos sintomas depressivos, além de melhorar o bem-estar, a qualidade de vida e o funcionamento social. Os eventos adversos relatados foram leves e transitórios, reforçando um perfil de segurança favorável quando utilizada em condições controladas. Contudo, apesar dos resultados promissores, a literatura ainda carece de ensaios multicêntricos com amostras ampliadas, protocolos padronizados de dosagem e acompanhamentos de longo prazo, necessários para consolidar a segurança, eficácia e aplicabilidade clínica da psilocibina no tratamento dos transtornos depressivos em adultos.
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