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O papel da Psilocibina no tratamento de depressão resistente / The role of Psilocybin in the treatment of resistant depression

Giovanni Pereira Pio, Aline Moreira Vitorino, Naira Braga Aidar, Alissa Amoras Magalhães, Eduardo Cammerer Mombelli, Gabriela Marques Ferraz, Rodrigo Pereira Pio

Brazilian Journal of Health Review April 19, 2021 DOI: 10.34119/bjhrv4n2-395 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Systematic review Peer reviewed
Intervention Psilocibina
Topics Psilocybin Depression
Citations 2
Key findings Psilocybin has promising therapeutic potential for treatment-resistant depression, but larger studies and dose determination are needed.

Abstract

Introdução: A depressão é um transtorno psiquiátrico caracterizado por episódios agudos ou recorrentes de humor deprimido e perda de interesse ou prazer, levando a prejuízos funcionais ao paciente. A psilocibina é uma droga psicodélica com propriedades alucinógenas e serotoninérgicas derivada de cogumelos do gênero Psilocybe. Estudos recentes demonstram potenciais efeitos terapêuticos dessa substância em pacientes com depressão refratária. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática, com busca ativa de artigos, na biblioteca Pubmed. A estratégia de busca para a biblioteca utilizou a pesquisa com os descritores: “psilocibina”, “depressão”, “tratamento” e seus correspondentes na língua inglesa. Foram filtradas publicações em todos os períodos. Dentre os 88 estudos inicialmente filtrados, foram selecionadas 8 publicações que mais se adequaram à temática e que apresentavam maior relevância. Foram excluídos estudos com metodologias contestáveis e estudos diferentes de Ensaios Clínicos; Revisões Sistemáticas; Meta-Análises e Testes Controlados Randomizados, além dos trabalhos publicados em revista com Qualis inferior à B3. Discussão: A psilocibina é um agonista do receptor de serotonina e um psicodélico clássico encontrado em alguns cogumelos. O efeito psicodélico dessa droga é mediado especificamente pelo agonista do receptor de serotonina (5-HT2A), com algum efeito em receptores (5-HT1A e 5-HT2C), sem efeitos diretos em receptores dopaminérgicos. Esse fármaco atua no córtex pré-frontal medial, reduzindo seu fluxo sanguíneo e normalizando sua hiperatividade. Este mecanismo altera a atividade cerebral indutora do humor depressivo. Desta maneira, a substância caracteriza uma nova farmacocinética entre os antidepressivos, visto que os inibidores seletivos da recaptação de serotonina não são agonistas diretos do receptor 5-HT2A. Conclusão: A psilocibina tem potencial terapêutico promissor no campo do tratamento para depressão resistente. Contudo, destaca-se a necessidade de pesquisas com maiores amostras de voluntários, principalmente no que diz à sua aplicabilidade, assim como determinar uma dose mais eficaz.

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