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De quem é a ayahuasca? Notas sobre a patrimonialização de uma “bebida sagrada” amazônica

Glauber Loures de Assis, Jacqueline Alves Rodrigues

Religião & Sociedade December 1, 2017 DOI: 10.1590/0100-85872017v37n3cap02 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Topics Ayahuasca
Keywords Amazon rainforest
Citations 11
Key points Argues that the heritagization of ayahuasca reveals a complex cartography of coexisting epistemologies and power disputes.

Abstract

Resumo Este artigo procura discutir a patrimonialização da ayahuasca, bebida psicoativa de origem amazônica usada ritualmente por religiões institucionalizadas, como o Santo Daime, União do Vegetal e Barquinha; povos indígenas, como os Yawanawa e os Ashaninka; e toda uma gama de pessoas que vão dos vegetalistas peruanos aos neoxamãs que habitam as grandes metrópoles. A partir das discussões em torno do processo de patrimonialização envolvendo essa bebida, veremos que a ayahuasca é polifônica, polissêmica e policêntrica; que existe um verdadeiro campo ayahuasqueiro, permeado de alianças e conflitos internos; e que a patrimonialização da ayahuasca revela uma cartografia complexa, em que há a convivência de diferentes epistemologias e intensas disputas de poder.

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