“O vinho do homem morto”
Vinícius Maurício de Lima, Maria Gabriela Silva Martins da Cunha Marinho
Revista Brasileira de História da Ciência July 29, 2023 DOI: 10.53727/rbhc.v16i1.829 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Historical analysis Peer reviewed |
|---|---|
| Population | Newspaper reports from O Globo in the first half of the 20th century |
| Key points | Argues that early 20th-century scientific interest in ayahuasca coexisted with calls to criminalize Indigenous practices, complicating the narrative of the psychedelic renaissance. |
Abstract
Nosso objetivo foi analisar a inter-relação entre ayahuasca e ciência na cobertura jornalística da primeira metade do século XX. Embora o “Renascimento psicodélico” seja associado aos anos 1960-1970, quando pesquisas sobre substâncias psicoativas foram suspensas devido às políticas antidrogas e ao sensacionalismo midiático, questionamos como era a cobertura jornalística sobre pesquisas com a ayahuasca no início daquele século. Por meio de uma análise de reportagens de O Globo, concluímos que cientistas se interessavam por aspectos botânicos, farmacológicos e psiquiátricos da beberagem, mas incitavam à criminalização dos usos indígenas. Essas pesquisas trazem tópicos para um debate mais plural sobre o Renascimento psicodélico.