FUNCIONALISMO: UMA ANÁLISE DAS OBJEÇÕES DOS QUALIA AUSENTES E INVERTIDOS
ANALÓGOS June 19, 2024 DOI: 10.17771/pucrio.ana.67059 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
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| Key points | The article analyzes the absent qualia and inverted qualia objections to functionalism, which claim that functionalism cannot account for subjective experience, and explores whether the theory can overcome these critiques. |
Abstract
A mente é um dos objetos mais familiares e próximos que temos, mas, ao mesmo tempo, um dos mais misteriosos. Neste contexto, existem diversas teorias filosóficas sobre a mente que buscam compreendê-la, especialmente em seu aspecto metafísico, ou seja, a natureza da mentalidade. Entre essas teorias, destaca-se o funcionalismo, o qual defende que um estado mental é, em última análise, um estado funcional. Este estado pode ser compreendido como uma rede complexa de relações causais entre estímulos (inputs), estados mentais e saídas (outputs). Apesar de o funcionalismo já ter sido uma teoria popular no meio filosófico, a forma como ele aborda os estados mentais suscitou algumas críticas. Entre as objeções ao funcionalismo, destacam-se aquelas relacionadas aos qualia ausentes e invertidos. Qualia é um termo técnico em filosofia da mente que se refere à experiência subjetiva, qualitativa e fenomênica que vivenciamos. Em outras palavras, as críticas dos qualia ausentes e invertidos concentram-se em apontar a suposta fragilidade da teoria funcionalista em acomodar os qualia na sua metafísica. Portanto, o presente artigo tem como objetivo analisar em detalhes as críticas relacionadas aos qualia ausentes e invertidos à teoria funcionalista e explorar a possibilidade de a referida teoria superá-las.