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FUNCIONALISMO: UMA ANÁLISE DAS OBJEÇÕES DOS QUALIA AUSENTES E INVERTIDOS

Joao Felipe Santana Rasi

ANALÓGOS June 19, 2024 DOI: 10.17771/pucrio.ana.67059 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Theoretical or philosophical paper Peer reviewed
Key points The article analyzes the absent qualia and inverted qualia objections to functionalism, which claim that functionalism cannot account for subjective experience, and explores whether the theory can overcome these critiques.

Abstract

A mente é um dos objetos mais familiares e próximos que temos, mas, ao mesmo tempo, um dos mais misteriosos. Neste contexto, existem diversas teorias filosóficas sobre a mente que buscam compreendê-la, especialmente em seu aspecto metafísico, ou seja, a natureza da mentalidade. Entre essas teorias, destaca-se o funcionalismo, o qual defende que um estado mental é, em última análise, um estado funcional. Este estado pode ser compreendido como uma rede complexa de relações causais entre estímulos (inputs), estados mentais e saídas (outputs). Apesar de o funcionalismo já ter sido uma teoria popular no meio filosófico, a forma como ele aborda os estados mentais suscitou algumas críticas. Entre as objeções ao funcionalismo, destacam-se aquelas relacionadas aos qualia ausentes e invertidos. Qualia é um termo técnico em filosofia da mente que se refere à experiência subjetiva, qualitativa e fenomênica que vivenciamos. Em outras palavras, as críticas dos qualia ausentes e invertidos concentram-se em apontar a suposta fragilidade da teoria funcionalista em acomodar os qualia na sua metafísica. Portanto, o presente artigo tem como objetivo analisar em detalhes as críticas relacionadas aos qualia ausentes e invertidos à teoria funcionalista e explorar a possibilidade de a referida teoria superá-las.