A TERAPIA ASSISTIDA POR MDMA NO TRATAMENTO DE TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO (TEPT) GRAVE E REFRATÁRIO
Carla Karoline de Oliveira Salotti, Mariana Espindola Fregulia, Renato Boy de Oliveira, Lorena Malta Barbosa, Hannah Abreu Feijão, Matheus Bonadio Lopes Rocha
Asclepius International Journal of Scientific Health Science November 12, 2025 DOI: 10.70779/aijshs.v4i11.390 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Systematic review Peer reviewed |
|---|---|
| Population | Adultos com diagnóstico de TEPT grave ou refratário |
| Interventions | 3 4-metilenodioximetanfetamina (MDMA) |
| Measures | CAPS-5 |
| Topics | MDMA |
| Key findings | A terapia assistida por MDMA demonstrou eficácia superior ao placebo em ensaios de Fase 3, com 67% dos participantes no grupo MDMA deixando de preencher critérios para TEPT versus 32% no placebo, e 67% mantendo remissão após 12 meses. Os autores argumentam que essa terapia é a inovação mais promissora para TEPT grave e refratário. |
Abstract
Introdução: Uma parcela substancial de pacientes com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), estimada entre 30% e 50%, não alcança remissão com as terapias padrão-ouro (ISRS e psicoterapia). Este cenário de refratariedade constitui um desafio clínico significativo. A terapia assistida por 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA) emerge como uma intervenção com potencial disruptivo para esta população. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática da literatura para avaliar a eficácia e a segurança da terapia assistida por MDMA em pacientes adultos com diagnóstico de TEPT grave ou refratário. Metodologia: Conduziu-se uma revisão sistemática seguindo as diretrizes PRISMA, com busca nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e PsycINFO (2018-2025). Os critérios de inclusão focaram em Ensaios Clínicos Randomizados (ECRs) que avaliaram o TEPT grave ou refratário. A qualidade metodológica foi avaliada pela ferramenta Cochrane Risk of Bias 2 (RoB 2). Resultados: A revisão dos ECRs de Fase 3 (MAPP1 e MAPP2) consolida a eficácia. O estudo seminal MAPP1 (Mitchell et al., 2021) demonstrou que 67% dos participantes no grupo MDMA, contra 32% no grupo placebo, deixaram de preencher os critérios diagnósticos para TEPT pós-intervenção. A redução na escala CAPS-5 foi clínica e estatisticamente significativa. O ensaio confirmatório MAPP2 (2024) replicou estes dados. Estudos de seguimento (Jerome et al., 2020) indicam que 67% dos pacientes mantiveram a remissão após 12 meses. Conclusão: A terapia assistida por MDMA emerge como a inovação terapêutica mais promissora para o TEPT grave e refratário, com potencial para induzir remissão duradoura através de um mecanismo de reprocessamento catalisado do trauma.