Alucinógenos como terapia complementar no manejo da depressão: uma revisão integrativa
Pedro M. P. Raposo, Lucas Almeida Gonçalves, Ana Laura de Araújo Caetano, Thiago Vasconcelos Guimarães, Matheus Santos Marques
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences October 10, 2025 DOI: 10.36557/2674-8169.2025v7n10p559-584 (opens in new tab) via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractDepression is a clinically and socially impactful disorder often resistant to conventional treatment, prompting exploration of complementary therapies. Psychedelics like psilocybin and MDMA have shown rapid and lasting reductions in depressive symptoms. This integrative review of 14 studies from 2015-2024 found that psilocybin significantly reduces symptoms of major depressive disorder, including treatment-resistant cases, with rapid and sustained improvement after one or few doses. MDMA combined with psychotherapy demonstrated robust efficacy for post-traumatic stress disorder, with potential in palliative contexts and long-term cost-effectiveness.
Study at a glance
| Characteristics | Integrative review Peer reviewed |
|---|---|
| Intervention | MDMA |
| Topics | MDMA |
| Keywords | Informed consent Palliative care Depression economics Disease |
| Key finding | Psilocybin significantly reduces symptoms of major depressive disorder, including treatment-resistant cases, and MDMA combined with psychotherapy shows robust efficacy for post-traumatic stress disorder, with both having acceptable safety profiles in controlled settings. |
Abstract
A depressão é um transtorno de grande impacto clínico e social, frequentemente resistente ao tratamento convencional, o que motiva a busca por estratégias terapêuticas complementares. Psicodélicos como a psilocibina e o MDMA têm se destacado por induzir respostas rápidas e duradouras em sintomas depressivos. Esta revisão integrativa analisou 14 estudos publicados entre 2015 e 2024, selecionados nas bases PubMed, MEDLINE, LILACS e BVS, incluindo ensaios clínicos, artigos originais e relatos de caso. Os resultados indicam que a psilocibina reduz significativamente os sintomas do transtorno depressivo maior, inclusive em casos resistentes, promovendo melhora clínica rápida e sustentada após uma ou poucas doses (Raison et al., 2023; Hsu et al., 2024; Kalfas et al., 2023), enquanto o MDMA, associado à psicoterapia, demonstrou eficácia robusta no tratamento do transtorno de estresse pós-traumático, com potencial em contextos paliativos e evidências de custo-efetividade em longo prazo (Ot’alora et al., 2018; Mitchell et al., 2023; Marseille; Mitchell; Kahn, 2022; Bhagavan et al., 2024). Ambos apresentaram perfis de segurança aceitáveis em ambientes controlados, embora sejam necessários ensaios de larga escala, padronização de protocolos e avaliação em populações mais diversas (Feduccia et al., 2021; Kuypers et al., 2018). No Brasil, o uso terapêutico desses psicodélicos é restrito: psilocibina e MDMA constam na Lista F2 da Portaria SVS/MS nº 344/1998, e seu uso fora de pesquisas autorizadas é proibido pela Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), exigindo atenção ética e regulatória, incluindo consentimento informado, monitoramento rigoroso e debates sobre equidade no acesso. Em síntese, os psicodélicos representam uma alternativa inovadora e promissora no manejo da depressão, com evidências de eficácia e segurança, embora sua incorporação clínica dependa da consolidação de estudos que garantam protocolos padronizados, reprodutibilidade, viabilidade regulatória e reflexão ética, destacando-se como ferramentas complementares ao tratamento convencional e à psicoterapia estruturada.