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Alucinógenos como terapia complementar no manejo da depressão: uma revisão integrativa

Pedro M. P. Raposo, Lucas Almeida Gonçalves, Ana Laura de Araújo Caetano, Thiago Vasconcelos Guimarães, Matheus Santos Marques

Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences October 10, 2025 DOI: 10.36557/2674-8169.2025v7n10p559-584 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Integrative review Peer reviewed
Intervention MDMA
Topics MDMA
Keywords Informed consent Palliative care Depression economics Disease Scielo Gynecology
Key findings Psilocybin significantly reduces symptoms of major depressive disorder, including treatment-resistant cases, and MDMA combined with psychotherapy shows robust efficacy for post-traumatic stress disorder, with both having acceptable safety profiles in controlled settings.

Abstract

A depressão é um transtorno de grande impacto clínico e social, frequentemente resistente ao tratamento convencional, o que motiva a busca por estratégias terapêuticas complementares. Psicodélicos como a psilocibina e o MDMA têm se destacado por induzir respostas rápidas e duradouras em sintomas depressivos. Esta revisão integrativa analisou 14 estudos publicados entre 2015 e 2024, selecionados nas bases PubMed, MEDLINE, LILACS e BVS, incluindo ensaios clínicos, artigos originais e relatos de caso. Os resultados indicam que a psilocibina reduz significativamente os sintomas do transtorno depressivo maior, inclusive em casos resistentes, promovendo melhora clínica rápida e sustentada após uma ou poucas doses (Raison et al., 2023; Hsu et al., 2024; Kalfas et al., 2023), enquanto o MDMA, associado à psicoterapia, demonstrou eficácia robusta no tratamento do transtorno de estresse pós-traumático, com potencial em contextos paliativos e evidências de custo-efetividade em longo prazo (Ot’alora et al., 2018; Mitchell et al., 2023; Marseille; Mitchell; Kahn, 2022; Bhagavan et al., 2024). Ambos apresentaram perfis de segurança aceitáveis em ambientes controlados, embora sejam necessários ensaios de larga escala, padronização de protocolos e avaliação em populações mais diversas (Feduccia et al., 2021; Kuypers et al., 2018). No Brasil, o uso terapêutico desses psicodélicos é restrito: psilocibina e MDMA constam na Lista F2 da Portaria SVS/MS nº 344/1998, e seu uso fora de pesquisas autorizadas é proibido pela Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), exigindo atenção ética e regulatória, incluindo consentimento informado, monitoramento rigoroso e debates sobre equidade no acesso. Em síntese, os psicodélicos representam uma alternativa inovadora e promissora no manejo da depressão, com evidências de eficácia e segurança, embora sua incorporação clínica dependa da consolidação de estudos que garantam protocolos padronizados, reprodutibilidade, viabilidade regulatória e reflexão ética, destacando-se como ferramentas complementares ao tratamento convencional e à psicoterapia estruturada.

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