A Tese da mente estendida à luz do externismo ativo
Trans/Form/Ação October 18, 2024 DOI: 10.1590/0101-3173.2020.v43n3.10.p143 (opens in new tab) via DOAJ
Summary
AI-generated from the abstractThe extended mind thesis holds that some mental states and cognitive processes extend beyond an individual's brain and body. External items or actions involving environmental manipulation can partly constitute mental states or cognitive processes. In Clark and Chalmers' seminal paper, this thesis is supported by the parity principle and active externalism, with greater emphasis on the parity principle, which is presented as neutral regarding the nature of cognition. This article argues that more emphasis should be placed on active externalism, which is not neutral about cognition's nature. Although this may seem disadvantageous, it is necessary for correctly understanding and defending the Otto case.
Study at a glance
| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Keywords | Princípio da paridade Externismo ativo Marca da cognição Crenças responsivas |
| Key finding | Argues that active externalism, rather than the parity principle, is necessary to defend the extended mind thesis against the criticism that Otto's notebook entries are not responsive to reasons. |
Abstract
A tese da mente estendida sustenta que alguns estados mentais e processos cognitivos se estendem para além do cérebro e do corpo do indivíduo. Itens externos ao organismo ou ações envolvendo a exploração ou manipulação do ambiente externo podem constituir, em parte, alguns estados mentais ou processos cognitivos. No artigo inaugural de Clark e Chalmers, “The Extended Mind”, essa tese recebe apoio do princípio da paridade e do externismo ativo. No artigo dos filósofos, é dada maior ênfase ao princípio da paridade, que é apresentado como neutro em relação à natureza da cognição. Seria uma vantagem que as extensões propostas não envolvessem uma reforma da nossa concepção pré-teórica de cognição. Neste artigo, proponho que maior ênfase seja dada ao externismo ativo, o qual não é neutro em relação à natureza da cognição. Embora esse movimento possa parecer desvantajoso, ele é necessário para a correta compreensão e defesa do caso Otto. O princípio da paridade não dá conta da crítica de Weiskopf de que os registros no caderno de notas de Otto não são responsivos a razões. Para responder a essa crítica, temos de mobilizar o externismo ativo e a consequente compreensão da cognição que ele envolve.