Skip to content

Psilocibina versus extrato de Psilocybe cubensis: efeitos comportamentais e toxicológicos em ratos

Diana Silva, Andreia Machado Brito-Da-Costa, Francisco Sacadura, Mariana Carvalho, Helena Carmo, Ricardo Jorge Dinis-Oliveira, Áurea Madureira-Carvalho

Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health May 16, 2026 DOI: 10.26537/prpaeh.v4i2.7366 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Randomized controlled trial (animal study) Peer reviewed
Sample size 18
Population Male Wistar Han rats
Dose 3 mg·Kg⁻¹ psilocybin (extract equivalent to 3 mg·Kg⁻¹ psilocybin/psilocine)
Duration Behavioral testing on days 1, 7 and 14 after treatment
Measures Conditioned place preference (CPP), locomotor/exploratory activity (compartment entries), relative organ weight, thiobarbituric acid reactive substances (TBARS) assay
Key findings Psilocybin reduced conditioned place preference scores on days 7 and 14, suggesting aversive or non-reinforcing effects, while P. cubensis extract did not significantly alter preference. The extract transiently increased exploration on day 7, whereas psilocybin consistently reduced entries into the substance-associated compartment. Psilocybin increased relative liver weight and the extract reduced kidney lipid peroxidation, which the authors interpret as evidence of relevant matrix effects.

Abstract

Enquadramento: A psilocibina, composto psicoativo de cogumelos Psilocybe, tem sido estudada pelo potencial terapêutico em perturbações neuropsiquiátricas [1]. Contudo, continuam escassos os dados pré-clínicos que comparem psilocibina isolada e extratos integrais, sobretudo quanto ao reforço comportamental e toxicidade periférica [2,3]. Objetivo: Comparar os efeitos comportamentais e toxicológicos da psilocibina pura e do extrato de Psilocybe cubensis em ratos Wistar Han. Métodos: Ratos Wistar Han machos (n=18) foram distribuídos aleatoriamente por três grupos: controlo (NaCl 0,9%), psilocibina pura (3 mg·Kg⁻¹) ou extrato de P. cubensis (equivalente a 3 mg·Kg⁻¹ de psilocibina/psilocina), administrados por gavagem. Os efeitos comportamentais foram avaliados por preferência condicionada de lugar (CPP), aos dias 1, 7 e 14 após tratamento. A atividade locomotora/exploratória foi estimada pelas entradas nos compartimentos. Os efeitos periféricos foram avaliados pelo peso relativo dos órgãos e peroxidação lipídica, através do ensaio de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), no coração, cérebro, fígado e rim. A análise estatística usou a análise de variância (ANOVA; p<0,05). Os procedimentos foram aprovados pelo comité institucional de bem-estar animal (ORBEA) do IUCS e pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). Resultados: A psilocibina reduziu significativamente os scores de CPP nos dias 7 e 14, sugerindo efeitos aversivos ou não reforçadores, enquanto o extrato não alterou significativamente a preferência. O extrato aumentou transitoriamente a exploração no dia 7, enquanto a psilocibina reduziu consistentemente as entradas no compartimento associado à substância. Perifericamente, a psilocibina aumentou o peso relativo do fígado, enquanto o extrato reduziu a peroxidação lipídica renal. Conclusões: Psilocibina pura e extrato de P. cubensis apresentaram perfis comportamentais e toxicológicos distintos, evidenciando efeitos de matriz relevantes.

Explore topics