DO CHÃO QUE CURA À AGROECOLOGIA:
Amanda Rebeca Pinto Marambaia
Revista Brasileira de Cannabis July 22, 2026 DOI: 10.58731/2965-0771.2026.146 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Qualitative study (experience report) Peer reviewed |
|---|---|
| Population | Patients, family members, and the prescribing physician at the Terra Vista settlement (Bahia, Brazil) |
| Duration | 6 months of participant observation and conversations |
| Key findings | The authors argue that community access to medicinal cannabis at the Terra Vista settlement constitutes an act of therapeutic autonomy that challenges corporate medicalization, and that cannabis care is embedded in an expanded conception of health linking the 'chão que cura' (land that heals) to the struggle for territory, food sovereignty, and community care. |
Abstract
INTRODUÇÃO: A relação entre Cannabis e meio ambiente transcende a dimensão produtiva, conectando-se às lutas por autonomia terapêutica em territórios tradicionais. Este estudo analisa a experiência do Assentamento Terra Vista (BA), vinculado à Teia dos Povos, onde o uso comunitário de óleo de cannabis emerge como prática de cuidado alinhada à construção de territórios livres. OBJETIVO: Relatar a experiência de acompanhamento terapêutico com cannabis medicinal no Terra Vista, analisando seus sentidos para a autonomia da saúde a partir do referencial da Teia dos Povos. METODOLOGIA: Relato de experiência baseado em observação participante e conversas livres com pacientes, familiares e o médico que prescreve a cannabis, realizadas ao longo de 6 meses. A análise, fundamentada no marco político da Teia dos Povos e na ecologia de saberes (Boaventura Santos), aborda a experiência como prática de autonomia contra-hegemônica. Por se tratar de relato de experiência, o projeto não requer aprovação de CEP. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A experiência evidencia que a cannabis se insere em uma concepção ampliada de saúde, onde o "chão que cura" se conecta com a luta por território. As conversas revelam que o acesso à cannabis medicinal constitui um ato de autonomia terapêutica que desafia a medicalização corporativa, articulando-se aos princípios de soberania alimentar e cuidado comunitário. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A experiência concretiza a Cannabis como ferramenta de inovação socioterritorial, oferecendo um modelo de cuidado que integra saúde, ambiente e autonomia política, com potencial para inspirar políticas públicas baseadas em evidências comunitárias e saberes territoriais. Palavras-chave: Cannabis Medicinal, Autonomia Terapêutica, Teia dos Povos, Relato de Experiência, Saúde Comunitária. INTRODUÇÃO: A relação entre Cannabis e meio ambiente transcende a dimensão produtiva, conectando-se às lutas por autonomia terapêutica em territórios tradicionais. Este estudo analisa a experiência do Assentamento Terra Vista (BA), vinculado à Teia dos Povos, onde o uso comunitário de óleo de cannabis emerge como prática de cuidado alinhada à construção de territórios livres. OBJETIVO: Relatar a experiência de acompanhamento terapêutico com cannabis medicinal no Terra Vista, analisando seus sentidos para a autonomia da saúde a partir do referencial da Teia dos Povos. METODOLOGIA: Relato de experiência baseado em observação participante e conversas livres com pacientes, familiares e o médico que prescreve a cannabis, realizadas ao longo de 6 meses. A análise, fundamentada no marco político da Teia dos Povos e na ecologia de saberes (Boaventura Santos), aborda a experiência como prática de autonomia contra-hegemônica. Por se tratar de relato de experiência, o projeto não requer aprovação de CEP. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A experiência evidencia que a cannabis se insere em uma concepção ampliada de saúde, onde o "chão que cura" se conecta com a luta por território. As conversas revelam que o acesso à cannabis medicinal constitui um ato de autonomia terapêutica que desafia a medicalização corporativa, articulando-se aos princípios de soberania alimentar e cuidado comunitário. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A experiência concretiza a Cannabis como ferramenta de inovação socioterritorial, oferecendo um modelo de cuidado que integra saúde, ambiente e autonomia política, com potencial para inspirar políticas públicas baseadas em evidências comunitárias e saberes territoriais. Palavras-chave: Cannabis Medicinal, Autonomia Terapêutica, Teia dos Povos, Relato de Experiência, Saúde Comunitária.