EFICÁCIA COMPARATIVA DE PSICODÉLICOS (PSILOCIBINA E MDMA) NO TRATAMENTO DE TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO E DEPRESSÃO RESISTENTE AO TRATAMENTO: REVISÃO SISTEMÁTICA
Asclepius International Journal of Scientific Health Science July 5, 2026 DOI: 10.70779/aijshs.v5i7.572 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Systematic review Peer reviewed |
|---|---|
| Sample size | 8 |
| Population | Adults with post‑traumatic stress disorder (PTSD) or treatment‑resistant depression (TRD) |
| Intervention | MDMA |
| Dose | 25 mg |
| Measures | MADRS, QIDS-SR-16, CAPS-5 |
| Topics | MDMA |
| Keywords | Depression economics Qualitative analysis Significant difference Depressive symptoms Gynecology |
| Key findings | Psilocybin and MDMA, administered in structured therapeutic settings, produce clinically relevant effects for treatment‑resistant depression and post‑traumatic stress disorder, respectively. |
Abstract
Objetivo: Avaliar a eficácia e a segurança comparativas da psilocibina e do MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) no tratamento de pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e depressão resistente ao tratamento (DRT), com base na evidência disponível de ensaios clínicos randomizados e estudos controlados. Métodos: Revisão sistemática conduzida segundo as diretrizes PRISMA 2020. As bases pesquisadas foram PubMed/MEDLINE, Europe PMC, Semantic Scholar e Crossref, com estratégias adicionais geradas para Embase, Scopus, Web of Science e Cochrane Library. Os critérios de inclusão contemplaram ensaios clínicos randomizados (ECR) e estudos controlados que avaliaram psilocibina ou MDMA em adultos com TEPT ou DRT, com desfechos de sintomatologia psiquiátrica. A qualidade metodológica foi avaliada pelo RoB 2 e ROBINS-I, conforme o desenho de cada estudo. Resultados: Oito estudos primários foram incluídos, sendo cinco sobre psilocibina na DRT/TDM e três sobre MDMA no TEPT. A psilocibina demonstrou redução clinicamente significativa de sintomas depressivos em múltiplos ECRs, com efeito consistente nas escalas MADRS e QIDS-SR-16; a dose de 25 mg apresentou maior magnitude de efeito. A terapia assistida por MDMA (MDMA-AT) reduziu significativamente as pontuações CAPS-5 em dois ensaios de Fase 3 (MAPP1 e MAPP2), com 67-71% dos participantes deixando de preencher critérios diagnósticos de TEPT após o tratamento. Ambas as substâncias apresentaram perfil de segurança aceitável nos estudos incluídos, com eventos adversos predominantemente transitórios. Não foi possível realizar metanálise comparativa direta entre psilocibina e MDMA em razão da heterogeneidade clínica e metodológica dos estudos. Conclusão: As evidências atuais indicam que a psilocibina e o MDMA, administrados em contexto terapêutico estruturado, produzem efeitos clínicos relevantes, respectivamente na DRT e no TEPT. As limitações incluem amostras reduzidas, dificuldade de cegamento adequado e ausência de estudos de seguimento de longo prazo. Novos ECRs de fase 3 e estudos de comparação ativa são necessários para consolidar as recomendações clínicas.