CORPO SEM ÓRGÃOS E BEM-AVENTURANÇA AMBIENTAL: POR UMA EPISTEMOLOGIA DA VACUIDADE
Jacques Gauthier
LA Referencia (Red Federada de Repositorios Institucionales de Publicaciones Científicas) 2010 DOI: 10.14295/remea.v25i0.3367 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Intervention | Ayahuasca |
| Citations | 2 |
| Key points | Argues that a Buddhist-inspired "becoming-emptiness" generates an epistemology of emptiness applicable to environmental and intercultural studies, and that the concept of arborescence can be rehabilitated through genetics and Ayahuasca shamanism. |
Abstract
A partir do conceito de Corpo sem Órgão criado por Guattari e Deleuze em “Mil Platôs”, e em interação com “As Três Ecologias” de Guattari, o autor coloca o devir-vazio de inspiração budista como condição de surgimento dos outros devires, numa lógica de dessubjetivação inspirada em Simondon. A noção de mandala encontra a de platô e a vacuidade bem-humorada, consciente da impermanência das coisas e dos seres, gera uma epistemologia da vacuidade, pertinente em estudos ambientais e base para estudos interculturais superando as epistemologias regionais hipotético-dedutivas ou da ancestralidade. É resgatada a noção de arborescência (combatida por Deleuze e Guattari) a partir de estudos genéticos recentes e de experiências xamanísticas da Ayahuasca. Daí, intervenções institucionais e práticas ambientais com forte conteúdo transversal, transcultural e espiritual, inspiradas na sociopoética e numa cultura da paz baseada no diálogo instituinte entre os reinos animal - ao qual pertencemos - vegetal e mineral.