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Substâncias psicotrópicas de origem natural: o que os usuários encontram na internet?

Juliana Pereira Lopes, Julino Assunção Rodrigues Soares Neto, Fúlvio Rieli Mendes

Vigilância Sanitária em Debate November 30, 2022 DOI: 10.22239/2317-269x.02066 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Observational content analysis of websites Peer reviewed
Population Portuguese-language websites found through Google searches using popular names of natural psychoactive substances or plants and preparations containing them
Key findings Of 328 analyzed sites, about 55% were informational and about 60% of content aligned with the scientific literature and was considered reliable. Roughly a quarter encouraged consumption, directly or indirectly, and about 25% sold products containing the substances, often without warnings about incorrect use, which the authors characterize as a health risk.

Abstract

Introdução: A internet é um dos principais meios para o compartilhamento de informações, além de ser uma plataforma com recursos para o comércio on-line.Recentemente tem-se observado um aumento no interesse e consumo de substâncias psicotrópicas de origem natural, seja em um contexto religioso, cultural ou hedonístico.Objetivo: Avaliar se as informações sobre psicotrópicos de origem natural disponíveis em sites publicados em português estão embasadas na literatura científica, se apresentam conteúdo distorcido ou tendencioso de forma a estimular o consumo e se há indícios de que a página está sendo usada como plataforma de venda clandestina desses produtos.Método: Foram realizadas buscas no Google utilizando os nomes populares das substâncias ou de plantas e preparações que as contêm (por exemplo: maconha, ayahuasca) e as informações disponíveis nas páginas visitadas foram classificadas e tabuladas.Resultados: Dos 328 sites analisados, aproximadamente 55% foram classificados como páginas informativas e 60% do conteúdo analisado estava de acordo com a literatura científica, sendo considerado como confiável.Aproximadamente um quarto dos sites incentivavam o consumo dessas substâncias, seja direta ou indiretamente, e cerca de 25% apresentavam a comercialização de produtos contendo alguma das substâncias pesquisadas.Conclusões: Os resultados sugerem que um usuário que busca de forma on-line por substâncias naturais psicotrópicas a partir de seus nomes populares é exposto predominantemente a informações que podem ser respaldadas pela literatura científica.Entretanto, a quantidade de sites que disponibilizam produtos que contêm essas substâncias para venda ou que compartilham métodos para o consumo também é significativa, muitas vezes sem apresentar advertências quanto ao uso incorreto dos produtos, caracterizando um risco à saúde do usuário.

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