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Rede social de conhecimentos etnobotânicos da planta sagrada, cipó Mariri Banisteriopsis caapi (Spruce ex Grisebach), da floresta amazônica, componente do chá Ayahuasca

Arielen Barreto de Carvalho, Anderson Ortiz Alves, Diana Lizeth Vicente Flores, Duarte Antônio de Paula Xavier Fernandes Guerra, A. Rossi, C. D. da Silva

Observatorio de la Economía Latinoamericana February 20, 2025 DOI: 10.55905/oelv23n2-102 (opens in new tab)

Study at a glance

AI-extracted from the abstract
Characteristics Qualitative study Peer reviewed
Sample size 24
Population Members of the União do Vegetal religious institution in the Amazon forest, aged 29 to 67, interviewed after being nominated by at least three network members
Topics Ayahuasca
Key findings The authors argue that knowledge of mariri among União do Vegetal members is organized through a social network in which 24 of 45 identified individuals were interviewed after multiple nominations, and that mariri use in the Amazon integrates material, spiritual, well-being, and biocultural dimensions.

Abstract

Banisteriopsis caapi, da família Malpighiaceae, utilizada em rituais religiosos, unida com Psychotria viridis na preparação do chá Ayahuasca. A pesquisa do mariri na floresta amazônica frequentemente realizada para mapear a ocorrência do cipó, a logística de acesso e avaliação do potencial de aproveitamento dos indivíduos encontrados para fazer a coleta. Estas ações exigem conhecimentos etnobotânicos da floresta e do mariri para a sua coleta. O objetivo deste estudo foi caracterizar a rede social de conhecimento e o compartilhamento das características etnobotânicas do mariri na floresta amazônica. Nossas questões abordaram o perfil social dos indicados, por meio da técnica Bola de Neve, para serem entrevistados, com entrevista semiestruturada. O grupo social identificado nas entrevistas foi composto por 45 pessoas, das quais 24 foram entrevistadas por terem sido indicadas por mais de 3 pessoas, da rede. Os entrevistados têm entre 29 e 67 anos; 22 são do sexo masculino e 2 do feminino, com no mínimo 11 anos, frequentando a floresta, como membro da União do Vegetal. Atualmente, os componentes da rede social identificada, estão na posição hierárquica na instituição, de Corpo Instrutivo, Corpo do Conselho e Quadro de Mestre e foi considerada a hierarquia durante o período de aprendizado e de ensinamento, indicados por participar de pesquisas e mensagens para encontrar mariri na floresta. O uso do mariri na floresta amazônica vai além do material, integrando o espiritual, o bem viver e o biocultural, unindo diversidade biológica e cultural.

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