Revisitando a terminologia substance, set e setting: o exemplo dos festivais de música eletrônica e os ritos urbanos de consumo de ayahuasca
Estudos de Sociologia December 22, 2023 DOI: 10.51359/2317-5427.2017.235796 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Topics | Ayahuasca |
| Key points | Argues that the substance, set, and setting framework for studying psychoactive substance use, though criticized as essentialist and deterministic, remains pertinent to anthropological analysis if the notion of the social is displaced or extended to the other two domains of the trilogy. Illustrates this through electronic music festivals and transcultural therapies, where consumption spaces reorganize these three notions differently. |
Abstract
O objetivo deste artigo é explorar um aspecto pouco discutido nos estudos sobre consumo de psicoativos: a metodologia. Desenvolvida por Leary nos anos de 1950, retomada por Zinberg nos anos 1980 e por MacRae e Simões nos anos de 1990, a ferramenta metodológica substance, set e setting, que auxiliou diversos estudos ao longo de meio século, encontra-se ameaçado por padrões teóricos que o consideram essencialista, determinista e que leva, necessariamente, a especialização das ciências nos estudos de psicoativos: substance (farmacologia, química, física, biologia), set (psicologia), setting (Ciências Sociais). A partir dos exemplos dos festivais de música eletrônica e das terapias transculturais, percebemos como os diferentes espaços de consumo de psicoativos encontrado nas cidades reorganizam de maneira bastante diferenciada as noções de substance, set e setting segundo as problemáticas e disputas aos quais estão inseridos. A hipótese deste artigo é que a pertinência da terminologia de Zinberg nas análises antropológicas de fenômenos ligados ao consumo de psicoativos virá se deslocarmos ou estendermos a noção de social para os outros dois domínios da trilogia.