Uso da cetamina no tratamento da depressão maior resistente ao tratamento
Kristen Garcia Costa, Gabriela Sensi Santhiago, Daniel Cardoso Madeira, Dafne Ercole Guareschi, Kelly Maria Murbach
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences August 26, 2026 DOI: 10.36557/2674-8169.2026v8n8p1510-1524 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Review Peer reviewed |
|---|---|
| Key findings | Argues that ketamine has rapid antidepressant effects in some patients with treatment-resistant depression, while intranasal esketamine has consistent evidence for repeated use and maintenance of response, though limitations remain. |
Abstract
Introdução: O transtorno depressivo maior constitui uma importante causa de incapacidade e comprometimento da qualidade de vida. Entre os pacientes que não apresentam resposta adequada a tratamentos antidepressivos convencionais, destaca-se a depressão resistente ao tratamento, para a qual permanecem limitações terapêuticas relevantes. Nesse contexto, a cetamina e a esketamina surgiram como alternativas de ação antidepressiva rápida, com mecanismo predominantemente relacionado à neurotransmissão glutamatérgica. Objetivo: Revisar as evidências recentes acerca da eficácia, velocidade de ação, vias de administração, manutenção da resposta e segurança da cetamina e da esketamina no tratamento da depressão maior resistente ao tratamento. Metodologia: Foi realizada revisão da literatura por meio da base PubMed. Foram considerados artigos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas inglês, português e espanhol, utilizando os termos “ketamine”, “esketamine”, “major depressive disorder”, “major depression” e “treatment-resistant depression”. Foram priorizados ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas, meta-análises e estudos relacionados à eficácia, segurança, manutenção e mecanismos de ação. Conclusão: As evidências disponíveis indicam que a cetamina apresenta efeito antidepressivo rápido e clinicamente relevante em parte dos pacientes com depressão resistente, enquanto a esketamina intranasal apresenta evidência consistente para uso repetido e manutenção da resposta. Entretanto, a heterogeneidade dos estudos, a necessidade frequente de administrações repetidas, os efeitos adversos e as incertezas sobre o uso prolongado limitam conclusões definitivas. A utilização dessas intervenções deve, portanto, ocorrer com seleção adequada dos pacientes e monitorização clínica.