Antropoceno e a Consciência Artística Global: Do Paleolítico à Sabedoria Ancestral da Floresta Amazônica
Teresa Lousa, José Eliézer Mikosz
Fronteiras Journal of Social Technological and Environmental Science August 2, 2022 DOI: 10.21664/2238-8869.2022v11i2.p252-264 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
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| Citations | 1 |
| Key points | Argues that contemporary art influenced by indigenous and shamanic traditions, exemplified by the global spread of ayahuasca, offers a conscious critique of the Anthropocene by promoting beauty, cosmic harmony, and a humanized consciousness rather than focusing solely on destruction and extinction. |
Abstract
As artes têm um papel decisivo nos debates sobre o Antropoceno: estas revelam a consciência de mais uma crise causada pelo humano, pondo a nu a decepção com a ordem civilizacional. A arte paleolítica já trazia uma consciência humilde e grata do humano face à grandiosidade dos animais e da natureza. No mundo contemporâneo a arte que recebe uma influência indígena e xamânica, com uma linguagem que mais do que trazer à colação questões como destruição e extinção, oferecem uma dimensão de beleza e harmonia com o cosmos, uma esperança de abertura a uma consciência verdadeiramente humanizada, exerce uma crítica consciente ao Antropoceno. Testemunha deste fenómeno é a popularização global da ayahuasca, que saindo das florestas da América Latina para os grandes centros da Europa e da América do Norte tem inspirado muitos artistas, proporcionando um debate artístico-político que coloca em relação a ecologia, a harmonia cósmica e a pluralidade cultural.