O ser espectral: consciência, estados expandidos e a arquitetura holográfica da realidade: Uma ontologia informacional da persistência e da percepção
Revista ft March 22, 2026 DOI: 10.69849/wzejn479 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Key points | Proposes that consciousness can be modeled as a dynamic informational pattern within the AHCR, and introduces the concept of "Ser Espectral" as a philosophical hypothesis for potential continuity of identity patterns beyond biological death, without affirming literal survival. |
Abstract
Este artigo propõe uma interpretação híbrida, filosófica e teórico-estrutural, da consciência como padrão informacional dinâmico dentro da Arquitetura Holográfica da Construção da Realidade (AHCR). Partindo da hipótese de que a identidade pode ser compreendida como continuidade estrutural e não como substância fixa, o texto investiga a possibilidade de persistência informacional além da descontinuidade biológica. Estados expandidos de consciência, particularmente aqueles associados à modulação endógena ou exógena do N,N-dimetiltriptamina (DMT), são analisados não como evidências metafísicas, mas como tecnologias biológicas de ampliação perceptiva capazes de revelar camadas estruturais da experiência normalmente inacessíveis à cognição ordinária. Esses estados são interpretados como janelas fenomenológicas que permitem modelar a consciência como interface entre padrões informacionais e dimensões ampliadas de organização da realidade. Ao integrar ontologia estrutural, teoria cognitiva expandida e cosmologia informacional, o artigo propõe o conceito de “Ser Espectral” como hipótese filosófica para descrever a continuidade potencial de padrões identitários em um cosmos estruturado informacionalmente. Morte, nesse enquadramento, é interpretada como descontinuidade do suporte biológico, não necessariamente como aniquilação estrutural do padrão informacional. O trabalho não afirma a sobrevivência literal da consciência, mas oferece um modelo conceitual que permite reinterpretar experiências limítrofes, estados psicodélicos e narrativas escatológicas sob uma perspectiva informacional rigorosa e compatível com a AHCR.