Uso da ibogaína no tratamento da dependência química: uma revisão de literatura
Ana Lara Mendonça, Déborah Rezende, Gabriela Alves, Maria Eduarda Amorim, Flávia Gonçalves Vasconcelos
DELOS Desarrollo Local Sostenible June 3, 2026 DOI: 10.55905/rdelosv19.n81-006 (opens in new tab)
Study at a glance
AI-extracted from the abstract| Characteristics | Review Peer reviewed |
|---|---|
| Keywords | Context archaeology Randomized controlled trial Perspective graphical Disease Intervention counseling |
| Key findings | Ibogaine shows multimodal action and potential to reduce withdrawal and craving in substance use disorders, but safety concerns, especially cardiac risks, limit its use. |
Abstract
A ibogaína é um alcaloide indólico extraído da Tabernanthe iboga, investigado por seu possível papel na redução de sintomas de abstinência, fissura e recaída em transtornos por uso de substâncias. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão de literatura, as evidências científicas sobre eficácia, segurança, mecanismos farmacológicos e implicações ético-regulatórias do uso da ibogaína no contexto da dependência química. Foram consultadas publicações em bases como PubMed, Scopus, Medline, Google Scholar e SciELO, priorizando artigos originais, revisões, estudos clínicos, pesquisas pré-clínicas e relatos de caso relacionados ao tema. Os resultados indicam que a ibogaína apresenta ação multimodal, envolvendo sistemas glutamatérgico, opioide, serotoninérgico e nicotínico, além de possíveis efeitos sobre neuroplasticidade e circuitos de recompensa. Estudos clínicos observacionais apontam redução de abstinência e fissura, enquanto pesquisas recentes descrevem melhora de desfechos psiquiátricos e cognitivos em contextos controlados. Entretanto, a segurança permanece como principal limitação, sobretudo pelo risco de prolongamento do intervalo QT corrigido, arritmias ventriculares e eventos cardíacos graves. Conclui-se que a ibogaína apresenta potencial terapêutico relevante, mas ainda depende de ensaios clínicos randomizados, monitorização rigorosa, critérios regulatórios claros e protocolos hospitalares capazes de reduzir riscos ao paciente.